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O Incrível Homem Que Encolheu


Estava indo dormir, resolvi zapear os canais uma última vez e acabei parando no TCM (canal fexhado dedicado a produções – séries e filmes – antigos), estava começando um tal de O Incrível Homem Que Encolheu, já tinha lido a respeito e dizia ser um clássico de ficção científica, feito com muito esmero e criativadade numa época que os efeitos visuais eram limitados, tive que conferir…

O INCRÍVEL HOMEM QUE ENCOLHEU

(The Incredible Shrinking Man, 1957)

EUA

81 min.

Inglês

Jack Arnold

Richard Matheson e Richard Alan Simmons, baseado em livro de Richard Metheson.

A história é igualmente boa e absurda. Após um acidente, aparentemente radioativo, um homem começa a encolher. Em 1957 um filme de ficção científica com esse caráter bizarro e totalmente visual poderia ser tosco e envelhecer pessimamente mal e assim acabar virando um filme B de qualidade duvidosa já na sua época, ainda que divertido. Mas o diretor Jack Arnold com ajuda de um roteiro extremamente bem escrito, simples e ágil faz um trabalho fantástico fazendo de O Incrível Homem Que Encolheu um filme em que os objetos e a direção de arte tem uma importância crucial e sem igual.  PEN24818

Dá pra dividir o filme em duas partes: antes e depois do incidente que o leva ao porão. A primeira parte relata a descoberta da doença, o burburinho da mídia encima da situação atípica e como Scott Carey (Grant Williams) e sua esposa Louise Carey (Randy Stuart) lidam com tudo isso. Em certo ponto há a descoberta do antídoto que faz Scott parar de encolher – nisso ele está com 92 cm – após um período deprimido e isolado ele decidi que é a hora de encarar a vida, acaba conhecendo uma anã com quem começa a desenvolver uma relação, e é nesse ponto que se tem uma das sacadas mais sensacionais. Você fica com a certeza que ele de fato vai parar de encolher, se relacionar com a nova amiga e tudo vai dar certo, mas não, ele volta e encolher e regressa ao ponto zero. Novamente atordoado e deprimido.

35B32B_2 De uma cena pra outra vemos Scott minúsculo e morando numa casa de bonecas e esse é o ponto que separa a primeira da segunda parte quando após sua mulher deixar a porta aberta ao sair de casa um gato entra e ataca Scott numa sequencia de uma tensão incrível, ele vai parar no porão na casa e daí começa um briga pela sobrevivência em que determinação e esperança são indispensáveis para não morrer. E o filme proporciona várias cenas memoráveis, sendo a maior delas a briga com a aranha que mistura vários elementos proporcionando uma cena fantástica.

shrinkingAliado a tudo isso temos uma trilha instrumental perfeita, que mantém o  clímax durante todo filme. À parte disso temos as limitações técnicas que obrigam o uso de efeitos especiais vezes satisfatórios, vezes não. E força o diretor a ser extremamente inventivo em cenas de grande dificuldade para época. Ainda assim as noções de dimensão e profundidade são falhas em muitas cenas. Muitas vezes nos damos conta que Scott está flutuando, por exemplo. Mas isso não é problema, é preciso saber contextualizar a época que o filme foi feito e assim só aumentar a admiração por ele.

Para Deus não existe o zero”

Pra terminar vamos falar um pouco do final – que se encerra com a frase acima. Eu vi muitos elogios a cena final. Cheguei a ler que é um raro momento de cinema popular que mistura com maestria existencialismo, filosofia e metafísica. Sinceramente acho que pensar isso é ser mais pretensioso do que o próprio filme se propôs a ser. Preferia mil vezes ver um final de conto de fadas em que ele é encontrado, para de encolher e vive feliz apesar das adversidades ou um final trágico, com ele se reduzindo a um átomo ou sendo morto. Repito, um final pretensioso para um filme simples, belo e bem realizado que vale muito ser visto.

Nota: 8,0

Veja mais sobre O Incrível Homem Que Encolheu no IMDb

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Uma resposta to “O Incrível Homem Que Encolheu”

  1. Não tinha ouvido falar ainda.
    Obrigado pela dica.

    Vou procurar assistir.

    Abraços


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