Nosso Filme
Muito cinema e um pouco de outras coisas

ago
20

Um sucesso comercial. O filme que levou Tom Cruise ao status de superestrela mundial. E elevou de maneira considerável o número de inscritos no programa de pilotos de caça da Marinha estadunidense. Sucesso com os homens, sucesso com as meninas e trilha sonora que virou hit da época.

TOP GUN – ASES INDOMÁVEIS

(Top Gun, 1986)

EUA

110 min.

Inglês

Tony Scott

Ehud Yonay, Jim Cash, Jack Epps Jr.

Ganhou o Oscar de Melhor Canção pôr Take My Breath Away. Foi indicado aos Oscars de efeitos sonoros, som e edição.

Top Gun é um filme em que podemos creditar o sucesso a três fatores bem definidos: as cenas de ação dos aviões, o romance de Mav (Tom Cruise) e Charlotte (Kelly McGillis) e a trilha sonora. Vou falar de cada um deles em específico.

tom-cruise-kelly-mcgillis-top-gun As cenas dos vôos são o que pode se imaginar de melhor no que cabe a cenas de ação com aviões. Bem feitas, sem falhas de continuação, um pequeno espetáculo sonoro e divertidas. O filme mostra os pilotos como corajosos heróis o perfeito para alavancar o sucesso com o público masculino e dar um bom rítimo ao filme.

Só que o fato é que o filme fez tanto sucesso com as mulheres quanto com os homens, o motivo é Tom Cruise e seu romance. Romance esse que não é melhor que quaisquer outros romances “enfiados” nos blockbusters de hoje em dia. É bobinho, meloso, mas ao menos não é insosso, rola uma química apesar das atuações não lá tão convincentes.

top-gun-movie-03 E tem a trilha sonora que acaba se tornando um diferencial pra lá de eficiente em um filme bom. O número musical de You’ve Lost That Lovin continuará sendo famoso por muito tempo e Take My Breath Away, bem, vai continuar sendo o que já é, uma canção imediatamente associada ao filme, o que deve ser bom.

Um filme simplesmente “bom”. Com prós e contra, mas acho que se todos os filmes de ação + romance de Hollywood fossem simplesmente “bom” tava ótimo.

Nota: 7,5

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ago
12

Uma série controversa que viveu na tênue linha entre a sátira debochada e o mal gosto e que rendeu um tão polêmico quanto longa metragem. Que manteve as qualidades do desenho e adicionou outros elementos a narrativa.

SOUTH PARK: MAIOR, MELHOR E SEM CORTES

(South Park: Bigger, Longer and Uncut, 1999)

EUA

80 min.

Inglês

Trey Parker

Trey Parker, Matt Stone e Pam Brady

Indicado ao Oscar de Melhor Canção para Blame Canada.

Falar sobre esse desenho é complicado, South Park envolve vários fatores que podem fazer você amar ou odiar o longa. Pra começar é preciso ter um contato prévio com a série, uma meia dúzia de episódios, para se entender o mundo do desenho e as semi-ideologias nele implantado, as críticas socias e o deboche, as caracteristicas que são peculiares a cada um dos personagens. Se você tiver esse conhecimento é 99% de que você vai adorar esse que pra mim está no top 20 da animação.

southpark____4Vamos começar pelo título, maior (é um longa) melhor(realmente é melhor e sem cortes(boa parte dos episódios de south park exibidos pela MTV americana foram cortados e perderam a essência) mas isso é um filme, não tão comercial, não é televiso e não censurável, ou seja, a criatividade dos criadores é levada ao estágio máximo.

O roteiro é simplório e inteligente. South Park é uma cidade tranquila até a chegada do filme de Terrence e Phillip aos cinemas. Quando as crianças assistem ao filme, começam a fazer uso do mau palavreado, seus pais decidem entrar em guerra e matar a dupla. Parece bobo, e é. Mas bobo não significa que não possa ser incrivelmente bom.

south-park As críticas. Aí é um dos dois pontos chaves. Não há escrúpulos, você pode até não concordar com as críticas impostas na mensagem do filme mas nem por isso vai achar ruim alguém tenha feito-as, a tudo e a todos, aos americanos, a hipocrisia, ao american way of life, a juventude, aos pais, ao cinema, a tv, a política, às animações, tudo está errado no mundo de South Park mas tudo é colocada de maneira quase genial.

A trilha sonora. Eu disse que havia dois pontos centrais, um era as críticas o outro está aqui, quando se ouve Shut Your Fucking Face Uncle Fucker, mas se entende pela legenda não dá pra ter total noção da musica, na época que assisti peça primeira vez não tinha domínio do inglês e pra mim era apenas repetição de “fode-tio”, mas não é, recentemente a ouvi com direito a livre entendimento e Uncle Fucka foi de musiquinha que fica na cabeça a canção no mínimo muito bem bolada, e como tudo em South Park tem uma crítica implícita. Há ainda muitas outras canções que valem a pena no filme, Kyles mom is a big fat bitch é sensacional e outras.

southpark

Uma animação que não é para todos. Que soa ofensivo para muitos, e genial para outros tantos.

Nota: 7,9.

Shut Your Fucking Face Uncle Fuck

Blame Canada (canção indicada ao Oscar)

ago
09

Estava indo dormir, resolvi zapear os canais uma última vez e acabei parando no TCM (canal fexhado dedicado a produções – séries e filmes – antigos), estava começando um tal de O Incrível Homem Que Encolheu, já tinha lido a respeito e dizia ser um clássico de ficção científica, feito com muito esmero e criativadade numa época que os efeitos visuais eram limitados, tive que conferir…

O INCRÍVEL HOMEM QUE ENCOLHEU

(The Incredible Shrinking Man, 1957)

EUA

81 min.

Inglês

Jack Arnold

Richard Matheson e Richard Alan Simmons, baseado em livro de Richard Metheson.

A história é igualmente boa e absurda. Após um acidente, aparentemente radioativo, um homem começa a encolher. Em 1957 um filme de ficção científica com esse caráter bizarro e totalmente visual poderia ser tosco e envelhecer pessimamente mal e assim acabar virando um filme B de qualidade duvidosa já na sua época, ainda que divertido. Mas o diretor Jack Arnold com ajuda de um roteiro extremamente bem escrito, simples e ágil faz um trabalho fantástico fazendo de O Incrível Homem Que Encolheu um filme em que os objetos e a direção de arte tem uma importância crucial e sem igual.  PEN24818

Dá pra dividir o filme em duas partes: antes e depois do incidente que o leva ao porão. A primeira parte relata a descoberta da doença, o burburinho da mídia encima da situação atípica e como Scott Carey (Grant Williams) e sua esposa Louise Carey (Randy Stuart) lidam com tudo isso. Em certo ponto há a descoberta do antídoto que faz Scott parar de encolher – nisso ele está com 92 cm – após um período deprimido e isolado ele decidi que é a hora de encarar a vida, acaba conhecendo uma anã com quem começa a desenvolver uma relação, e é nesse ponto que se tem uma das sacadas mais sensacionais. Você fica com a certeza que ele de fato vai parar de encolher, se relacionar com a nova amiga e tudo vai dar certo, mas não, ele volta e encolher e regressa ao ponto zero. Novamente atordoado e deprimido.

35B32B_2 De uma cena pra outra vemos Scott minúsculo e morando numa casa de bonecas e esse é o ponto que separa a primeira da segunda parte quando após sua mulher deixar a porta aberta ao sair de casa um gato entra e ataca Scott numa sequencia de uma tensão incrível, ele vai parar no porão na casa e daí começa um briga pela sobrevivência em que determinação e esperança são indispensáveis para não morrer. E o filme proporciona várias cenas memoráveis, sendo a maior delas a briga com a aranha que mistura vários elementos proporcionando uma cena fantástica.

shrinkingAliado a tudo isso temos uma trilha instrumental perfeita, que mantém o  clímax durante todo filme. À parte disso temos as limitações técnicas que obrigam o uso de efeitos especiais vezes satisfatórios, vezes não. E força o diretor a ser extremamente inventivo em cenas de grande dificuldade para época. Ainda assim as noções de dimensão e profundidade são falhas em muitas cenas. Muitas vezes nos damos conta que Scott está flutuando, por exemplo. Mas isso não é problema, é preciso saber contextualizar a época que o filme foi feito e assim só aumentar a admiração por ele.

Para Deus não existe o zero”

Pra terminar vamos falar um pouco do final – que se encerra com a frase acima. Eu vi muitos elogios a cena final. Cheguei a ler que é um raro momento de cinema popular que mistura com maestria existencialismo, filosofia e metafísica. Sinceramente acho que pensar isso é ser mais pretensioso do que o próprio filme se propôs a ser. Preferia mil vezes ver um final de conto de fadas em que ele é encontrado, para de encolher e vive feliz apesar das adversidades ou um final trágico, com ele se reduzindo a um átomo ou sendo morto. Repito, um final pretensioso para um filme simples, belo e bem realizado que vale muito ser visto.

Nota: 8,0

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ago
04

Essa comédia é tida por alguns como o melhor filme dos irmãos Coen, pra outros uma das melhores comédias já feitas. Talvez não seja o melhor dos Coen, quem sabe Barton Flink ou Fargo ou Onde os Fracos Não Tem Vez sejam filmes mais completos. Talvez esteja longe de ser uma das melhores comédias de todos os tempos, mas pra todos os efeitos um grande filme.

O GRANDE  LEBOWSKI

(The Big Lebowski, 1998)

ico-usa EUA

117 min.

Inglês

Joel Coen e Ethan Coen

Joel Coen e Ethan Coen

O filme começa com algo que é comum nos filmes dos Coen, apresentar os personagens. Até porquê em geral o que mais chama a atenção nos filmes deles (pelo menos a minha) são exatamente a construção dos personagens, começando com The “Dude” e Walter (Jeff Bridges e John Goodman, respectivamente) até cada coadjuvante, seja ele com um papel de poucos minutos e de pouca utilidade – John Turturro como Jesus Quintana tem duas aparições igualmente rápidas e hilárias – ou aqueles de total importância pro entendimento da muito bem amarrada trama, Julianne Moore irreconhecível (positivamente) no papel de Maude e o sempre brilhante Philip Seymour Hoffman num papel pequeno porém bem desenvolvido como Brandt, secretário pessoal de Jeffrey Lebowski (David Huddleston). the-big-lebowski-3

Agora a estória. Acho que eu não consigo descrever com palavras o quão genial, bem amarrado, bem escrito eu achei o roteiro, sem brincadeira, é incrível e pra lá de prazeroso como a trama sobre o cara que foi tirar satisfação por causa de um tapete “mijado” (“que completava a porra da sala”) por capangas que confundiram ele com um homônimo milionário que tem uma esposa ninfomaníaca e que deve para pornógrafos de LA se transformou em algo muito inteligente, e mais, a forma como em coisa de quinze minutos você vai de “não estou entendendo nada” a um perfeito entendimento da coisa toda, tudo isso sustentado com um elenco muito inspirado e uma dupla de diretores com uma criatividade sem igual.

1998_the_big_lebowski_004 Vou confessar, eu sou chato pra comédias, não que eu não goste, mas pelo simples fato que eu não dou risada, sério, acho que dá pra contar nos dedos as comédias que me fizeram gargalhar mais de duas, três vezes e O Grande Lebowski não foi uma delas, acho que só ri alto e com vontade na cena das cinzas do Donny, Walter falando do Vietnam, as cinzas indo contra The “Dude” e a total inexpressão dele fizeram eu perder o fôlego. Mas esse fator é compensado com todo resto, mas é claro que eu teria gostado ainda mais se tivesse rido um pouco mais, mas daí o problema é comigo.

Nota: 8,2.

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ago
02

Top 10 meu e de muita gente, uma das maiores obras da história do cinema e provavelmente o – ou um dos –  grandes filmes dos anos 80.

TOURO INDOMÁVEL

(Raging Bull, 1980)

EUA

128 min.

Inglês

Direção de Martin Scorcese

Paul Schrader e Mardik Martin, baseado em livro de Jake LaMotta, Joseph Carter e Peter Savage

Ganhou os Oscars de Melhor Ator (Robert De Niro) e Melhor Montagem. Recebeu ainda indicações a elhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Joe Pesci), Melhor Atriz Coadjuvante (Cathy Moriarthy), Melhor Som e Melhor Fotografia.

Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator em Drama (Robert De Niro). Recebeu ainda indicações a Melhor Filme – Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Joe Pesci), Melhor Atriz Coadjuvante (Cathy Moriarthy), Melhor Roteiro e Melhor Revelação Feminina (Cathy Moriarthy).

Vou começar pelo o que mais me agrada, de longe. Os personagens. Touro Indomável é o raro caso de um roteiro genial, composto por personagens sensacionais, com atuações beirando a perfeição (e uma delas alcançando, De Niro) e dirigidos por um diretor excelente no seu maior trabalho, Martin Scorsese. ATgAAADU4sKOPGAjFiPpLlbzslWjBYC25NxAi5fUJqjNvE85FKMo0kcvxIRZhC5vYwFHHEwsI_aEzhcO-mSH5FMn9aFOAJtU9VByG1mbDRplX2gFLyJODbmrvHGI6g

O boxe é o esporte mais vezes levado às telas do cinema, rendendo muita coisa interessante e muita coisa bem esquecível, de fato temos que Touro Indomável é o melhor filme sobre o esporte e talvez o melhor tendo qualquer esporte como pano de fundo, sim, pano de fundo. Raging Bull é um drama, é um filme em boa parte do tempo lento, quem for esperando uma versão de Rocky com De Niro protagonizando vai se decepcionar.

O que temos aqui é a história decadente de um dos maiores pugilistas de todos os tempos, o Touro do Bronx. E o que fascina é que essa história é contada de maneira fria, não apaixonada, Jake LaMotta foi sim um grande boxeador, mas foi também um cara de caráter duvidoso, vezes inescrupuloso, que bateu na mulher e no irmão sem porquê. Entregou uma luta pra ganhar prestígio com a máfia e outras coisas que não merecem aclamação, ou seja, não é um filme motivacional, não é Cinderella Man e tampouco Rocky (ainda bem).

56156156Vamos falar mais um pouco de De Niro, provavelmente não vi 10% das grandes atuações masculinas de todos os tempos mas das que eu vi, essa é a maior, a mais consistente, a mais dedicada. Na tela vemos a passagem de Jake LaMotta pugilista para o Jake LaMotta aposentado em um instante mas o que se passou para De Niro foram dois meses sem filmagens e ele com a missão de engordar alguns muitos quilos. Além disso, De Niro passou meses treinando com o verdadeiro Jake LaMotta para garantir que ele estaria com mais do que “jeito” de pugilista, ele realmente seria um pugilista. Ele foi Jake LaMotta.

ragibullJoe Pesci é um show à parte, a cena da briga do clube é uma das melhores do filme sem contar com De Niro, é um espetáculo de atuação do nem sempre competente Joe Pesci que aqui interpreta com maestria Joey La Motta, irmão e manager do protagonista. Assim como o filme à atuação de Joe Pesci foi renegada no Oscar de 1981. Oscar esse que nos brindou com uma das maiores injustiças da sua história ao dar o prêmio principal ao razuável, porém bem ordinário Gente Como a Gente e não à Touro Indomável.

Para terminar vale ressaltar o primor técnico da obra. A fotografia em p&b é esplêndida, e transforma as lutas, que a princípio não são o grande atrativo em pontos altos do filme. A quinta luta contra Sugar Ray é a mais bela do filme, cada frame é um soco na alma do espectador. Tendo um Scorcese incrivelmente aplicado vemos que cada pequeno fator recebeu todo cuidado possível, é edição é perfeita, o som é perfeito. Praticamente tudo é perfeito.

Obra prima das maiores. Inigualável.

Nota: 9,5

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jul
29

Na minha segunda tentativa finalmente consegui ver o novo Harry Potter. Primeira coisa a ser dita, não li os livros (só o primeiro), mas vi todos os filmes, eu não escreveria sobre um sexto filme ser ter visto os outros cinco. Sobre não ter lido os livros eu acho que não desmerece minha analise e talvez até ajuda no sentido que não vou falar sobre fidelidade, apenas sobre o filme e seu contexto dentro da saga.

HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE

(Harry Potter and the Half-Blood Prince, 2009)

show.pl

EUA/Inglaterra

652

153 min.

ingles2-avatar1

Inglês

cadeira_diretor

Direção de David Yates

caneta

Roteiro de Steve Kloves, baseado em livro de J.K. Rowling

Na minha segunda tentativa finalmente consegui ver o novo Harry Potter. Primeira coisa a ser dita, não li os livros (só o primeiro), mas vi todos os filmes, eu não escreveria sobre um sexto filme ser ter visto os outros cinco. Sobre não ter lido os livros eu acho que não desmerece minha analise e talvez até ajuda no sentido que não vou falar sobre fidelidade, apenas sobre o filme e seu contexto dentro da saga.

Muito ouvi sobe ser o mellhor até aharry-potter-and-the-half-blood-prince-11gora, melhor inclusive que A Ordem da Fênix, confirmei, de fato é o melhor. Muito ouvi também sobre ser o mais adulto, discordo. Explico, não há um aumento de qualidade significativa quanto aos diálogos, continuam não sendo o ponto do forte do filme, continuam sendo relativamente infantis. Os romances, entre Harry e Ginny e entre Ron e Hermione são decepcionantes, até insossos eu diria. E quando finalmente temos a cena do beijo de Harry e Ginny tão esperada… É broxante. O que tem de mais adulto é a fotografia e a direção de arte que estão de fato mais sombrias e escuras. Ponto positivo.

emma_watson_and_daniel_radcliffe_harry_potter_and_the_half_blood_prince_movie_image_sVou falar do ponto alto do filme, os efeitos visuais e toda a parte sonora. Muito espetacular, beirando a perfeição mesmo. É claro que se espera uma parte técnica louvável em filmes com orçamentos como esse, mas foi além das minhas expectativas.

A história é boa, tão boa quanto da Ordem da Fênix e bem melhor que dos demais filmes. E conseguiu deixar com vontade de ver o próximo filme.

Falando um pouco mais das atuações. Não consigo ver um grande ator ou uma grande evolução do primeiro filme pra cá no Daniel Radcliffe ou no Rupert Grint, mas vejo alguma evolução na Emma Watson, acho que ela terá uma carreira mais promissoras que os outros dois. Mas as atuações não chegam a comprometer a diversão. Além dos 3 principais contamos com a talentosíssima e sempre muito competente Helena Bonham Carter (Clube da Luta, Sweeney Todd, Alice no País das Maravilhas) e que já confirmou presença nos dois últimos filmes da saga ( Harry Potter e as Relíquias da Morte partes I e II).harry-potter-and-the-half-blood-prince10

Vale destaque para David Yates que comprova ser O Cara para dirigir Harry Potter, afinal ele fez os dois melhores da série.

Enfim, um bom filme, bom entretenimento, mas com suas devidas ressalvas, dentro do seu devido espaço.

Nota: 7,3

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jul
29

Uma pequena compilação do que veremos nas telonas nos próximos meses por aqui!

AGOSTO:

fotocapa1G.I. Joe:  A Origem de Cobra

Adaptação dos personagens em quadrinhos, por sua vez inspirados na coleção de bonecos da Hasbro “Heróis em Ação”. Na história, uma elite militar americana conhecida como G.I. Joe está na Europa quando recebe a missão de derrotar uma organização do mal liderada por um traficante de armas.

Estréia prometida para 07/08/2009 no Brasil.

Espectativa 6.

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fotocapa2Bruno

Brüno, um afetado e exibicionista repórter gay especializado em moda, vai alfinetar o universo fashion na América. Adaptação para o cinema de um personagem criado para a televisão por Sacha Baron Cohen.

Estréia prometida para 14/08/2009 no Brasil.

Espectativa 8.

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fotocapaVeronika Decide Morrer

Adaptação da obra de Paulo Coelho sobre a história de Veronika, jovem que tem tudo na vida, mas decide se matar. Ela acorda então tempos depois num hospital psiquiátrico.

Estréia prometida para 14/08/2009 no Brasil.

Espectativa 5.

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fotocapa4Anticristo

Casal se isola numa cabana na floresta para chorar a morte de seu filho. Mas as coisas acabam ficando ainda piores na vida dos dois.

Estréia prometida para 28/08/2009 no Brasil.

Espectativa 7,5.

SETEMBRO:

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fotocapa5A Órfã

John (Peter Sarsgaard) e Kate (Vera Farmiga) passam por uma tragédia na família. A perda de um de seus filhos faz com que resolvam adotar mais uma criança. Mesmo depois de alertados das dificuldades de se adotar crianças já crescidas, a aparente maturidade e carisma de Esther (Isabelle Fuhrman) os conquista prontamente. A menina, no entanto, mostra-se maléfica, levando toda a família à loucura.

Estréia prometida para 04/09/2009 no Brasil.

Espectativa 7.

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fotocapa6Up – Altas Aventuras

Carl Fredricksen passou a vida toda sonhando em explorar o planeta e em aproveitar a vida ao máximo. Mas aos 78 anos de idade, parece que a vida o ignorou, até que uma reviravolta do destino (e um persistente Explorador de Terras Selvagens de 8 anos, chamado Russell) dá um novo sentido para sua vida. Up leva o público em uma emocionante aventura na qual a dupla improvável enfrenta uma região remota, vilões inesperados e animais selvagens.

Estréia prometida para 04/09/2009 no Brasil.

Espectativa 8

Amanhã teremos texto sobre Harry Potter e o Enígma do Príncipe, aguardem.

jul
27

Primeira coisa a ser dita, o filme é ruim, bem ruim, pior do que eu pensei que ia ser; segundo, dá pra divertir, sempre dá. É um blockbuster, tem explosões, tem efeitos especiais excelentes e tem a bela Megan Fox.

TRANSFORMERS: A VINGANÇA DOS DERROTADOS

(Transformers: Revenge of the Fallen, 2009)

show.plEUA

652147 min.

ingles2-avatar1Inglês

cadeira_diretorDireção de Michael Bay

canetaRoteiro de Ehren Kruger, Roberto Orci e Alex Kurtzman

transformers2_30Após uma primeira cena de ação em Xangai a trama realmente começa, uma situação familiar, Sam está se despedindo dos familiares para ir a faculdade, ele quer ter uma vida normal. O pai está tentando parecer forte, a mãe está emocionada. Tem a namorada, vai ter que ser uma relação à distância, enfim temos uma amostra de que a trama vai ser rasa e vai cair em lugares comuns. Na tal faculdade acontece algumas das situações que já vimos alguns milhões de vezes, mas são engraçadinhas, dependendo do seu humor você vai dar umas gargalhadas aqui e algumas outras até o fim – que não chegará tão cedo – da projeção.

Não vai demorar muito e a ação vai recomeçar. Como o transformers2_33roteiro é razíssimo tanto faz se você assistiu ou não o longa que antecedeu esse. Por sinal o título (besta, diga-se de passagem, de quem mais seria a vingança além dos derrotados) já revela bastante coisa; os derrotados do filme anterior (o mal, obviamente) vai querer se vingar. Só que dessa vez eles contam com a força de um brinquedão escondido a milhões de anos no interior de uma das pirâmides do Egito, a estória é basicamente essa, pra um blockbuster de ação até que é suficiente, mas tem um problema, a duração! Totalmente exagera, inconveniente, desnecessária.

Ver aquele monte de metal computadorizado – muito bem feito por sinal – se destruindo é divertidaço, mas cansa, e cansa rápido. É o tipo de filme que devia ter 90 minutos, mas não, Michael Bay nos “presenteia” com 148 minutos, e não pense que o filme exagera nos diálogos, esse é o erro cometido por muitos, mas não aqui, dessas quase 2 horas e meia a grande maioria está ocupada com a parte interessante da coisa, mas isso não é suficiente pra justifica-las.

Vamos elogiar um pouco. Como já disse é muito bem feito, os robôs estão perfeitos, o som está ótimo, e todo lado técnico impressiona positivamente. Mas sem querer ser chato não fazem mais que a obrigação com o orçamento que tiveram. Ah, a Megan Fox é linda e está incrivelmente gostosa. Algo positivo pro público masculino. Mas nem a personagem dela foi muito bem construído, hora se mostra vulgar, hora doce. Falando nisso a construção dos personagens foi bem ruim. Shia LaBeouf não passa carisma e os coadjuvantes não convencem.transformers-2-08

O fim dessas duas horas e meias se permite depois de tudo isso a cair em mais alguns clichês bem chatinhos e nos apresentar um melodrama bem desnecessário, que passa muito longe de emocionar ou te enganar. O suficiente pra me fazer sentir alívio ao acender das luzes do cinema.

Nota: 5,0

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jul
26

Domingo é um bom dia para ver a quantas anda as bilheterias, aqui e lá nos Stades.

Vamos começar com o Top 5 da semana por aqui! (Posição, nome do filme, público da semana e público total)

  1. Harry Potter e o Enigma do Príncipe/  978,505/ 1,851,620
  2. A Era do Gelo 3/ 696,408/ 5,961,238
  3. A Proposta/ 146,651/ 570,223
  4. Transformers – A Vingança dos Derrotados/ 68,730/ 1,953,216
  5. A Mulher Invisível/ 57,845/ 1,968,770

E agora lá no EUA! (Posição, nome do filme, faturamento da semana e faturamento total. Valores em milhões de dólares)

  1. G-Force/ 30,00/ 221,8
  2. Harry Potter e o Enigma do Príncipe/ 30,00/ 221,8
  3. The Ugly Truth/ 27,00/ 27,00
  4. A Órfã/ 12,77/ 12,8
  5. A Era do Gelo 3/ 2,20/ 171,3

Vale distacar a produção da Disney G-Force que mistura animação com atores reais e tirou a liderança de Harry Potter logo na sua segunda semana. E por aqui o cenário se manteve, com Transformers continuando no Top quando completa 1 mês em cartaz, além do nacional A Mulher Invisível que vai pro seu segundo mês.

Outra coisa, pra essa semana muita coisa desses top’s serão vistas por aqui! Prometo críticas para Transformers – A Vingança dos Derrotados, Harry Potter e o Enigma do Príncipe e A Era do Gelo 3, além de A Proposta que já teve seu post e está linkado ali.

Abraços!

jul
25

Pra ser sincero fui no cinema para dar uma chance ao novo Harry Potter. Como desconfiei, quando cheguei a sala já tinha lotado, fui pro Plano B – A Proposta. Comédia romântica dirigido pela deiretora Anne Fletcher (em seu terceiro trabalho, o último foi Vestida para Casar) e protagonizado pela dupla de estrelas Sandra Bullock e Ryan Rynolds.

A PROPOSTA

(The Proposal, 2009)

show.plEUA

652111 min.

ingles2-avatar1Inglês

cadeira_diretorDireção de Anne Fletcher

canetaRoteiro de Pete Chiarelli

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Eu sinto que conforme mais gosto de cinema mais chato eu fico, se fosse uns 3 anos atrás é o tipo de filme que recomendaria qualquer um a ver, vendo hoje é um filme de regular pra bom, cheio de erros e com alguns acertos.the-proposal-tops-box-office.0.0.0x0.440x767

Eu esperava menos, Sandra Bullock não é o que eu chamaria de uma boa atriz, mas ela está bem aqui. Ryan Reynolds parece ter talento. Os coadjuvantes estão direitinhos também. Dsetaque total para Oscar Nuñez, atuação divertidíssima no papel de Ramone, o faz tudo da história.

Vou ser sincero, tem umas 4 ou 5 cenas bem engraçadas, não é do tipo pra gargalhar mas dá pra rir muito bem. E numa comédia romântica essas 4 ou 5 cenas boas é mais do que suficiente pra estar na média ou até um pouco acima. Por outro lado, um filme que poderia ser único e exclusivamente leve cai na bobeira de se transformar num dramalhão, infelizmente. Que eles iam se apaixonar, ter desavenças e querer se casar “de verdade” era obvio, mas poderia ter sido conduzido de uma maneira mais digna com um público. Só pra constar, passei muito longe de me emocionar.

É isso, é bom pra assistir com a namorada(o) ou com a família. Mas ruim se você estiver afim de algo com um maior comprometimento.

the_proposal04Algo interessante para se notar, Ryan Reynolds deveria ter o sotaque carregado do americano do Alasca e tem sotaque de canadense. Sandra Bullock deveria ter sotaque de canadense e tem sotaque do americano do oeste.

Nota: 6,0

Ah, e vai também o trailer legendado do filme:

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